Eu sempre acreditei que na dúvida o coração sempre estaria certo, afinal é por ele que vivemos né?! Agora eu já não tenho essa visão do mundo e acredito que apesar de ser muito importante ouvir o coração é a razão quem nos poupa sofrimentos. Mas apesar de saber que a Razão é o lado mais sensato eu confesso que ainda dou preferência pra voz do coração,e prefiro arriscar mesmo sabendo que posso quebrar a cara, mas quem é que não gosta de uma emoção? Qual é a graça de viver sem um desafio? Qual é a graça de um amor se não houver aquela pitada de emoção, do friozinho na barriga ou até daquele coração disparado? Qual é a graça da nossa vida se não tivermos que arriscar de vez em quando?
Eu concordo plenamente que insanidade ouvir só o coração e também concordo que a um momento certo para ouvir cada um,mas qual seria esse momento? Qual seria o momento certo de arriscar o certo por uma insanidade do coração? Qual seria o momento certo da gente sair da zona de conforto e lutar pelo que o nosso coração grita? E qual seria o momento exato de parar de ouvir a insanidade do coração e começar a agir pela razão?
Eu acredito que quando chega o momento certo pra fazer tudo isso a Razão e o Coração por pelo menos algumas vezes agem juntos e te mostram o melhor a ser feito, mas muitas vezes teimamos com os dois e corremos para o lado oposto, o que eu quero dizer é que as vezes por mais que nosso coração juntamente com a razão nos mostram o caminho e decidimos fingir que não estamos vendo, a vida nos mostra de uma forma menos sutil e aí dói muito mais e aí temos que voltar pra trás e seguir o que o nosso coração e nossa razão nos mostraram na marra. Eu aprendi na marra que quando o coração e a razão dão um ponto final o melhor que se tem a fazer é escrever um novo livro, porque se insistirmos naquela história que já teve um final definido, ficaremos sempre presos naquele livro e o que vai ter um ponto final vai ser sua felicidade. Então quando o coração e a razão decidem trabalhar junto é porque o insano é você que está tentando leva adiante uma ferida aberta quando ela já deveria estar cicatrizada...
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Razão & Coração
Uma nova jornada...
Eu poderia facilmente dizer que estes últimos meses têm sido difíceis ou mais poderia dizer que cheguei em uma fase que nada têm dado certo e poderia sim sair distribuindo culpa pra todos os lados. Eu poderia facilmente dizer que cheguei em um ponto no qual eu não queria mais saber de nada e que independente do que eu fizesse nada iria mudar. Eu poderia ter acreditado que o melhor era desistir de tudo, levando em consideração que era o que muitos acreditavam de mim. Mas como nunca fui de seguir o que muitos acreditam, eu decidi escolher um culpado, ou melhor dizendo uma culpada por tudo que está acontecendo e por incrível ou não que pareça a única culpada de tudo isso sou Eu. E como a única culpada pela fase ruim, decidi colocar a mão na consciência e ver o que estava errado, e como já era de se esperar eu achei muita coisa errada, ao começar que no meio de todo esse trajeto eu perdi a minha essência, eu perdi a minha fé e me perdi no meio de algum caminho que me trouxe até aqui. Eu percebi que eu precisava de ajuda e como primeira opção gritei pro mundo pedindo socorro e ao invés de ter uma ajuda eu me perdi ainda mais.
Depois de muito tempo batendo na mesma tecla eu percebi que a única pessoa que pode me ajudar agora sou eu mesma, a única pessoa que pode me ajudar a achar a minha essência, a minha fé e em que parte do caminho eu me perdi sou eu, o que torna essa jornada mais interessante. No começo eu fiquei bem perdida sem saber por onde começar, então decidi buscar o que de fato sempre foi o mais importante pra mim, minha fé. E quando eu falo em fé estou dizendo em um sentindo amplo que abrange principalmente a Fé que eu tinha em mim. Depois de algumas reflexões e pensamentos aos poucos estou conseguindo a minha Fé, e com ela estou recuperando a minha essência, claro que a jornada só está começando, mais eu já me sinto bem, me sinto mais leve, mais feliz e confesso que um pouco aliviada de não ter perdido tudo que eu sempre acreditei.

